Heritage travel: como a busca pelo passado está guiando os viajantes do presente
O heritage travel - também chamado de “ancestry travel” ou “turismo de raízes” - é uma modalidade de viagem que convida o indivíduo a explorar destinos ligados à sua ancestralidade, história familiar e identidade cultural. Popular especialmente na Europa e nos Estados Unidos, o conceito vem ganhando força nos últimos anos e se consolidou como uma das grandes tendências de viagem de 2026.
Nesse tipo de turismo, a jornada começa muito antes do embarque. Antes de planejar o roteiro, é preciso entender sua história familiar: árvores genealógicas, registros civis e, mais recentemente, testes genéticos de DNA ajudam os viajantes a descobrir de onde vieram seus antepassados e a identificar países, cidades e regiões que fizeram parte de suas trajetórias.
A partir dessas descobertas, a viagem ganha um novo propósito. Visitar uma antiga cidade de origem, explorar patrimônios históricos, aprender a cultura local, etc. são algumas ações que ajudam o turista a entender mais sobre a sua própria história.
Nos Estados Unidos e na Europa, algumas agências de viagem já se especializam nesse segmento, oferecendo serviços que vão desde a pesquisa genealógica até a criação de roteiros personalizados. Mas o impacto econômico vai além das empresas de turismo: alguns países, como é o caso da Itália, começaram a incentivar essa prática e a oferecer plataformas que ajudem o viajante, como o Italea Card.
E no Brasil?
No caso brasileiro, os principais destinos de heritage travel se concentram no Sul da Europa, especialmente em Portugal, Itália e Espanha. No entanto, tem se tornado cada vez mais comum a busca por países como França, Alemanha e Polônia para esse tipo de roteiro.
Fora do continente europeu, destacam-se o Líbano e o Japão, destinos ligados a importantes fluxos migratórios do final do século XIX e início do século XX. Hoje, seus descendentes buscam retornar a esses locais para se reconectar com a história de seus antepassados, conhecendo as regiões de onde partiram suas famílias.
Mas nem todos conseguem reconstruir sua história familiar com facilidade. Em razão do passado colonial e das desigualdades históricas brasileiras, muitos documentos que poderiam ajudar a identificar a origem dos antepassados foram destruídos, perdidos ou simplesmente nunca chegaram a ser registrados. Pessoas negras, indígenas, povos romani e judeus sefarditas estão entre as populações mais afetadas por esse apagamento documental.
Como fazer meu roteiro de heritage travel?
O primeiro passo é reunir o máximo possível de informações sobre a família, como nomes completos, datas e locais de nascimento, além de sobrenomes e outras referências que possam ajudar a identificar as origens familiares. Documentos antigos como certidões, cartas e fotografias podem ser importantes pontos de partida.
Quando esses documentos não estão disponíveis, vale recorrer a arquivos públicos, registros paroquiais e até mesmo bancos de dados genealógicos. Algumas empresas especializadas em processos de cidadania europeia também oferecem serviços de pesquisa genealógica e localização de documentos.
Com as informações reunidas, chega a hora de transformar a pesquisa em uma viagem. É importante lembrar, porém, que o destino encontrado nos documentos pode ser bem diferente do lugar que existe hoje, afinal, no decorrer dos anos, fronteiras mudaram, cidades foram renomeadas e pequenas comunidades deixaram de existir.
Quando você já tiver todo o roteiro em mãos, é só entrar em contato com a Easy e programar a sua viagem.
Mais do que conhecer um novo destino, o heritage travel propõe uma viagem de volta às próprias raízes e uma forma de transformar a história da família em experiência.
E você, conhece o lugar onde viveram seus antepassados?









